Novo coronavírus: mitos e verdades


Ontem, o Brasil teve o primeiro caso confirmado de Covid-19 (nome da condição causada pelo novo coronavírus) pelo Ministério da Saúde. O paciente é um homem de 61 anos que esteve na Itália. A nova enfermidade foi descoberta na China, em dezembro de 2019, e já infectou mais de 81 mil pessoas e causou mais de 2.800 mortes em diversos países. 

Como estamos falando de uma doença nova em uma época na qual existe muita confusão e desinformação com as fake news, trouxemos algumas verdades e mitos para esclarecer tudo sobre o novo coronavírus.

O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família viral que causa infecções respiratórias. A mais nova versão dele é a que tem causado a doença Covid-19. Algumas variações podem causar graves problemas como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), identificada em 2002, e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), que surgiu em 2012. 

Transmissão e sintomas

De acordo com o Ministério da Saúde, as formas de transmissão do novo coronavírus ainda estão sendo estudadas, porém já foi estabelecido que é transmitido de pessoa para pessoa, ou seja, uma contaminação por contato. 

O contágio costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções infectadas como:

  • Gotículas de saliva;

  • Espirro;

  • Tosse;

  • Catarro.

Além disso, pode ocorrer também pelo um tato, como um aperto de mão, encostar em superfícies ou objetos contaminados, seguidos de toque na boca, nariz ou olhos.

Os coronavírus são menos transmissíveis do que a gripe, podendo ficar incubado por duas semanas, período em que os primeiros sintomas levam para aparecer. Alguns tipos são mais infecciosos (como o do sarampo), já outros não têm potencial alto de contágio.

Os sintomas são, em sua maioria, respiratórios e parecidos com a gripe: febre, tosse e dificuldade para respirar. A princípio, não existem muitas diferenças entre os sintomas de infecção do novo vírus para os antigos. 

Tratamento e prevenção

Até o momento, não existe nenhum tratamento específico para as infecções causadas pelo coronavírus humano. Como remédio, o indicado é repouso e consumo de bastante água, além de algumas outras medidas adotadas para aliviar os sintomas, que varia de acordo com o paciente, por exemplo:

  • Medicamentos para dor e febre (antitérmicos e analgésicos);

  • Umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse.

Caso o paciente seja liberado do hospital em menos de sete dias do diagnóstico definitivo, é importante estar em alerta para quaisquer complicações como: aparecimento de febre (se começou sem febre), elevação ou reaparecimento de febre ou sinais respiratórios, taquicardia, dor no peito, cansaço e falta de ar. 

É possível prevenir a Covid-19 com alguns simples hábitos, como:

  • Lave as mãos  frequentemente com água e sabão ou higienize-as com álcool gel se não estiverem sujas;

  • Cubra a boca ao tossir ou espirrar;

  • Utilize lenço descartável para higiene nasal;

  • Evite tocar mucosas dos olhos, nariz e boca;

  • Não compartilhe objetos de uso pessoal;

  • Evite ficar próximo a pessoas que apresentem os sintomas;

  • Evite estar próximo de animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações;

  • Mantenha todos os ambientes limpos e ventilados.

São passos de higiene básicos que podem impedir essa doença e muitas outras!

Mitos e verdades

Superdose de vitamina D evita o coronavírus?

Mito! Surgiu uma mensagem na internet de que um médico da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) indicava uma dose extra de vitamina D para ajudar a evitar a condição. Contudo, a instituição já se manifestou que isso é fake news.

Chá de erva-doce pode matar o vírus?

Mito! Esse boato está sendo reaproveitado da época do vírus influenza. Ele é baseado em um texto que alega que um médico do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo recomenda o chá por ter o mesmo princípio ativo do Tamiflu. Entretanto, esse composto não existe na erva-doce. O próprio Ministério da Saúde desmentiu o boato, ressaltando que nenhum chá é capaz de tratar nem a influenza ou a Covid-19.

Usar luvas ou máscaras ajudam a proteger do vírus?

Parcialmente verdade. Não é como as pessoas esperam. De maneira geral, as máscaras podem proteger os pulmões de problemas causados pela poluição. No caso de epidemias, elas têm uma eficiência limitada, sendo mais útil para as pessoas que já estão infectadas e não querem passar a doença adiante. Além disso, as máscaras estão em escassez no mercado devido à alta procura. Por isso, os métodos mais eficazes de prevenção são aqueles passados pelo Ministério da Saúde.

Qualquer animal pode transmitir a doença?

Parcialmente verdade. Cães e gatos não podem propagar ou ser contaminados pela Covid-19, já animais silvestres, como morcegos e cobras, por exemplo, podem transmiti-la. 

A famosa “sopa de morcego” foi responsável pela disseminação do vírus?

Mito. O Ministério da Saúde já contestou os boatos que diziam que uma “sopa de morcego” foi responsável pela disseminação do novo coronavírus. Na verdade, ainda não há nenhuma confirmação pelo governo Chinês ou pela Organização Mundial da Saúde (OMS) do que desencadeou a doença.

A Covid-19 causa danos cerebrais?

Mito. Estava correndo uma mensagem dentro do aplicativo WhatsApp que dizia que a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estava conduzindo pesquisas e tinha chegado a conclusão de que a enfermidade estava causando danos cerebrais nos pacientes. Entretanto, como o vírus ainda nem estava no Brasil não tinha como a universidade ter realizado esses estudos.

A recomendação principal do Ministério da Saúde é que sejam observados os sintomas e, no caso da persistência deles, os pacientes procurem por auxílio médico. A doença exige cuidados, mas não há motivo para pânico.

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