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Queimadura nas crianças, o que fazer?

É comum que as crianças sejam ativas e curiosas, explorando tudo pela casa. No entanto, nessa brincadeira, podem acabar mexendo em cabos de panelas, toalhas de mesa e fios elétricos, causando sérias queimaduras. 

Por mais que você fique de olho e não deixe os pequenos chegarem perto do fogo, ainda assim esse tipo de acidente pode acontecer e é sempre bom estar preparado para tratar.

Nessa matéria, apresentamos os níveis de queimadura para que você identifique cada um e também os primeiros socorros necessários, além de alguns cuidados para evitar que isso aconteça!

Tipos de queimadura

É considerada como queimadura todo tipo de lesão provocada pelo contato direto com corrente elétrica, radiação, produtos químicos, fonte de calor ou frio ou mesmo com alguns animais e plantas (como águas-vivas, larvas e urtigas).

Elas são classificadas de acordo com o nível de dano causado a pele e a outros tecidos corporais da seguinte maneira:

Queimadura de 1º grau: queimaduras leves, pequenas e que costumam curar rapidamente. Resultam em pele avermelhada, inchaço e dor variável. Não costuma formar bolhas e nem o desprendimento da pele.

Queimadura de 2º grau: lesões mais graves e que requerem atenção médica. Há um dano maior das camadas da epiderme e derme com sintomas que incluem bolhas, descamação total ou parcial da pele afetada e dor mais intensa. Sua recuperação é mais lenta e pode deixar cicatrizes.

Queimadura de 3º grau: atenção médica imediata é necessária para esses casos. São queimaduras com destruição total de todas as camadas da pele, no qual o dano pode ser muito grave e até fatal a depender da porcentagem de área afetada. A dor pode ser sutil, mas isso só acontece porque a queimadura foi tão profunda que atingiu as terminações nervosas.

Como tratar a queimadura nas crianças?

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, as queimaduras são a quarta maior causa de morte entre as crianças no Brasil. Todas elas devem ser tratadas imediatamente para que não deixem sequelas e, com as dicas abaixo, o seu tratamento pode ser ainda mais efetivo:

1. Antes de tudo, a prevenção

Um dos lugares mais perigosos da casa para uma criança é a cozinha, pois nesse lugar há fogo, locais quentes como o próprio forno e substâncias que podem queimar como materiais de limpeza. Por isso, deixe a criança longe desses objetos e impeça que ela frequente a cozinha e área de serviço, especialmente quando estiver cozinhando pois, mesmo com supervisão, acidentes podem acontecer.

2. Interrompa a queimadura

Se a queimadura já ocorreu, é necessário colocar a área afetada debaixo de água fria e corrente imediatamente, deixando por alguns minutos até que ela esteja resfriada e a sensação de ardência diminua. Além disso, faça compressas frias para aliviar as dores locais.

3. Avalie o grau da queimadura

O tratamento vai depender do nível da queimadura e também do tamanho da área afetada. As queimaduras mais leves, como  de 1º grau, podem ser tratadas com pomadas específicas de hidratação e, se for preciso, analgésico para aliviar a dor indicado pelo pediatra. Já as queimaduras de 2º e 3º grau exigem que a criança seja encaminhada ao pronto atendimento para uma intervenção clínica.

4. Esqueça as receitas caseiras

Por mais que você já tenha ouvido falar que pasta de dente, café, margarina ou qualquer outra receita caseira seja boa para queimaduras, não tente passar nenhuma delas na criança. Fazer isso pode piorar a situação e dificultar ainda mais o diagnóstico. Peça que o pediatra indique o produto mais adequado para o tratamento da lesão.

5. NUNCA mexa nas feridas

Em hipótese alguma toque as feridas com as mãos, fure as bolhas ou tente descolar o tecido da pele queimada. Isso não apenas machuca a criança, dificultando a sua recuperação, como também a deixa em risco de contrair algum tipo de infecção no local lesionado. 

6. Saiba quando tratar em casa e quando levar ao hospital

Queimaduras mais leves e em locais menos perigosos como a ponta do dedo podem ser tratados em casa, mas sempre fique atento para que a situação não se agrave. Já em casos de queimadura mais extensa, com bolhas ou sinais de tecido carbonizado ou mesmo em regiões mais sensíveis como rosto e partes íntimas, as lesões devem ser cobertas com compressa úmida e a criança deve ser levada a um hospital de confiança.

Fonte consultada: Sociedade Brasileira de Pediatria

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