vacina contra hpv infantil

Entenda a importância da vacina contra HPV para meninas e meninos

O papilomavírus humano, popularmente conhecido como HPV, é responsável por infecções e lesões com potencial de desenvolvimento para alguns tipos de câncer como o de colo de útero (70% dos casos no mundo são causados pelo vírus), além de lesões na vulva, pênis, ânus e orofaringe. 

Para evitar esse problema, existe uma arma eficaz e segura: a vacina. No entanto, o preconceito, tabu e falta de educação sexual são alguns fatores que elevaram os índices de contaminação no Brasil.

Nessa matéria explicamos o que é essa doença e incentivamos os pais a levar seus filhos ainda jovens para tomar a vacina e prevenir sua contração.

O que é o HPV?

Se trata de uma doença sexualmente transmissível que afeta indivíduos da infância à fase adulta, tanto do sexo feminino quanto masculino. 

Um dos principais sintomas causados por esse vírus é o surgimento de verrugas nas áreas íntimas dos contaminados. Elas podem surgir também nas mãos, coxas e bocas, muitas vezes sendo confundidas com sinais ou problemas de pele.

Por ser causada por um vírus, na maior parte dos casos os procedimentos envolvem cuidar das verrugas de forma individualizada. Dependendo da situação, os métodos podem variar entre laser, eletrocauterização, ácido tricloroacético, assim como medicações que reforçam o sistema imunológico. 

Apesar de nem sempre ter cura, o tratamento e, especialmente, a prevenção ainda são muito eficientes para evitar danos piores. O caso deve ser avaliado e orientado pelo médico ginecologista para que ele indique o método mais adequado.

Vacina contra HPV: quando devo dar?

A indicação do Sistema de Saúde Público (SUS) é que a vacinação seja feita em meninas de 9 a 14 anos e em meninos de 11 a 14 anos. Já para os portadores do vírus HIV, a faixa etária vai de 9 a 26 anos, sendo que o programa de imunização é composto por três doses com intervalos de 0, 2 e 6 meses. 

De acordo com o Ministério da Saúde, apenas 1 em cada 5 meninos tomou as duas doses da vacina necessárias para a garantir a imunização. Entre o público feminino, o percentual de garotas que tomaram as duas doses, desde que a vacina foi incorporada na rede pública, é de 42%.

O maior problema para que não haja interesse na vacinação é o preconceito, muitas vezes vindo dos próprios pais. Algumas pessoas pensam que falar no assunto faz com que a criança na idade prevista para a vacinação desperte o interesse sexual.

No entanto, é importante ressaltar que a informação e a vacinação são essenciais para a prevenção de doenças, assim como evitar os riscos de uma gravidez precoce entre tantas outras complicações. 

Prevenção ao HPV

Segundo o Ministério da Saúde, além da vacinação, a primeira maneira de prevenir essa e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis) está relacionada à diminuição do contágio, utilizando o preservativo (camisinha) feminino ou masculino nas relações sexuais.

Além disso, o exame preventivo de Papanicolau, para as mulheres, também é uma forma de identificar lesões precursoras do câncer do colo do útero a fim de evitar que essa doença evolua. 

O exame detecta células anormais para que a pessoa possa tratá-las antes de se tornarem câncer. Apesar dele não diagnosticar a presença do vírus, é o melhor método para identificar esse tipo de tumor. Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, quando essas alterações são identificadas e cuidadas precocemente, é possível prevenir 98% dos casos.

Outra fonte consultada: Dra. Juliane Gomes, infectologista do HSANP.


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