Coronavírus: qual o real risco para as crianças?

A faixa etária de pessoas que contraem o novo coronavírus e desenvolvem seu quadro mais crítico é constituída majoritariamente por pessoas acima dos 20 anos de idade, de acordo com dados recolhidos pelo Ministério da Saúde. Mas, isso não significa que as crianças estejam completamente imunes ao vírus.

Os pequenos que forem expostos ao Sars-CoV-2 irão apresentar os sinais, porém a maioria dos casos não se tornam graves. Antes de começarmos a entrar em detalhes, é importante lembrar que existem registros de vítimas mais jovens, mesmo que seja  incomum. 

De acordo com especialistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra, quando a pandemia teve início, acreditava-se que as crianças não contraiam o vírus. Agora, meses depois, já é possível observar que elas são tão propensas à infecção quanto os maiores de idade. Só que, quando são contaminadas, apresentam sintomas mais leves.

Afinal, o vírus afeta as crianças de forma diferente?

Se observarmos as pesquisas conduzidas, sim. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, apontou que jovens com menos de 19 anos correspondiam a 2% dos mais de 70 mil registros de covid-19 no país, ainda no início da crise. Já nos EUA, entre 508 pacientes, não houve uma fatalidade entre crianças.

Estudos conduzidos pelos chineses concluíram que os pequenos tinham sintomas leves de tosse, febre, dor de garganta, coriza, dores no corpo e espirros. Apenas um terço dos pacientes desenvolvia traços de pneumonia, porém sem a falta de ar vista muitas vezes em adultos.

A Universidade de Southampton, nos Estados Unidos, concluiu que os jovens são afetados, principalmente, nas vias aéreas superiores (nariz, boca e garganta), por causa disso as manifestações são mais próximas de um resfriado, do que da pneumonia que ocorre quando o vírus atinge as vias inferiores (pulmão) e causa os sinais potencialmente fatais que vemos nos mais velhos. 

Por que elas combatem a infecção com mais facilidade?

Ainda não há uma resposta definitiva para essa questão, porque o vírus é novidade e está sendo estudado. Porém, uma pesquisa publicada no site Live Science indicou que a resposta do sistema imunológico dos mais jovens é mais rápida e forte, por isso eles estão mais aptos a lutar contra o micro-organismo do que pessoas mais velhas. Essa resposta é observada também em outros tipos de coronavírus. 

Conforme nosso sistema imunológico vai envelhecendo, vamos perdendo a capacidade de combater novas contaminações. Além disso, a imunidade dos pequenos ainda está em construção e eles são expostos a diversos novos problemas respiratórios diariamente o que faz com que tenham mais anticorpos para lidar com as viroses.

Essa é apenas uma das teorias desenvolvidas por cientistas que estão, incansavelmente, pesquisando sobre o novo coronavírus, para desenvolver vacinas e remédios eficazes no combate à enfermidade.

Eles podem transmitir a doença?

Sim e é aí que mora o perigo. Muitas pessoas acreditam que, porque os sintomas em seus filhos são leves, não precisam se preocupar muito, mas isso está errado. A covid-19 é transmitida, principalmente, por contato direto com gotículas respiratórias ou superfícies que estejam contaminadas.

Se continuarmos a não prestar tanta atenção assim, a criança que está com pequenas manifestações ou assintomática pode estar passando o problema adiante, até mesmo para os avós ou idosos com quem convive.

Essa é uma das principais razões do porque você deve conversar com seus filhos e explicar a importância do distanciamento social e dos cuidados extras com a higiene. É fundamental orientar  que eles não serão afetados gravemente pela doença, mas que é importante ficar longe dos idosos, outros adultos e colegas da escola.

É comum que crianças e adolescentes fiquem agitados, assustados e preocupados durante esse período de quarentena e, como responsável, é ideal que você explique a situação que, apesar de eles estarem mais seguros, temos que cuidar de todos e não somente da nossa família. 


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