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Como lidar com as birras e ataques de raiva dos seus filhos?

Seu filho pequeno tem ataques de raiva e faz birras homéricas?  Isso não é nada incomum, ainda mais nesse momento de pandemia, no qual o futuro é incerto e estamos todos preocupados, os baixinhos sentem o nervosismo no ar e ficam ainda mais suscetíveis aos “surtos”. 

Como acontecem as birras das crianças?

Durante os primeiros anos de vida, o cérebro ainda não está completamente formado. Uma região chamada neocórtex, área superior da massa cinzenta, é responsável pelo pensamento analítico, reflexão, imaginação, solução de problemas e planejamento. Quando a criança começa a ficar frustrada e/ou chateada, não consegue racionalizar ou se acalmar sozinha.

Geralmente, eles ficam irritados por sentir coisas que não conseguem comunicar adequadamente, por não possuir ainda todas as habilidades de fala. Então, incômodos como sono, fome, tomar banho, falta de vontade de cumprir as tarefas entre outros, podem desencadear a fúria. 

Dicas para lidar com esses ataques de raiva

Tente manter a calma

Não se frustre se não for capaz de manter a calma. É comum, no final de um dia cansativo, estar sem paciência e mais irritado para enfrentar os gritos e reclamações. Nessa hora, respire fundo, mas não saia de perto da criança, porque se fizer isso ele pode se sentir abandonado. 

O ideal é permanecer apenas como observador e não interagir, somente quando se acalmar. Ensine que as palavras alcançam mais do que os gritos, diga que entende a frustração dele e ajude-o a colocar seus desejos em palavras.

Fique firme e não ceda 

É essencial que você mantenha sua posição e não ceda aos ataques, porque isso só irá ensinar que berrar e espernear é uma forma de obter o que quiser. Se estiverem em um local público, procure se afastar dos olhos de outras pessoas até acalmar o pequeno. 

Essa situação acontece quando os baixinhos perdem o controle, ao ceder, você também demonstra estar fora do controle, deixando a criança insegura. Ela aprende que sempre que gritar, você irá ceder.

Evite tapas ou beliscões

É muito comum que pais e mães utilizem tapas, beliscões e outros tipos de agressões para punir pelo “surto”. Mas, muitas vezes o que fica mais marcado não é a lição de que não deve fazer isso, mas sim a pancada em si. Se precisar usar punições, procure colocá-los para pensar sobre suas atitudes ou tirar privilégios. Dessa forma, o aprendizado é mais assertivo. Mas tenha em mente que isso funciona apenas para maiores de dois anos. 

Fuja de gatilhos

As birras são muito comuns do primeiro até o terceiro ano de vida e é possível observar em quais situações mais acontecem. Então, ofereça escolhas, avise com um tempo de antecedência que vocês irão sair e vá criando oportunidades para a criança conseguir lidar com a situação com mais facilidade.

Também, pare e pense a quantidade de vezes em que você nega as coisas para seu filho, porque isso pode ser um gerador de estresse desnecessário. Dê uma relaxada e aproveite para cultivar uma relação de maior tolerância dos dois lados. 

Nunca deixe de dizer que ele é amado

Não importa o quão grande seja a crise, depois que tudo passar e todos estiverem calmos, faça questão de acolhê-lo e dizer que o ama muito, que nem sempre as coisas são como gostaríamos e que isso é normal. 

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