Alergias alimentares: o que os pais precisam saber

Durante os primeiros anos de vida, é muito comum o aparecimento de algumas alergias alimentares. Normalmente, elas acontecem porque os pequenos ainda não desenvolveram uma tolerância imunológica. Essas pequenas falhas podem acontecer por diversos motivos, são eles: genéticos, faixa etária, quantidade e forma de apresentação dos alimentos consumidos. Segundo a Associação de Alergia e Imunologia (ASBAI), estima-se que de 6% a 8% das crianças, com menos de três anos, tenham  alguma alergia alimentar.

O que é alergia alimentar?

A alergia é uma reação causada pelo sistema imunológico que acontece depois de comer um determinado alimento. Independente da quantidade que for consumida, os sintomas podem ser desencadeados, variando a gravidade. Em alguns casos, a alergia alimentar é capaz de  causar sintomas muito graves, chegando a apresentar um risco à vida da criança.

As alergias alimentares são facilmente confundidas com a intolerância alimentar, porém não são a mesma coisa. As reações das alergias alimentares podem ir desde algo simples como uma coceira nos lábios até as mais graves que comprometem diversos órgãos. A intolerância é muito menos grave e não apresenta nenhum risco de vida. 

Quais são as causas das alergias?

A principal causa das alergias alimentares é a predisposição genética que algumas crianças possuem. Por isso, é importante ficar atento as suas alergias, se você é alérgico as chances do seu filho ser também são de 75% de acordo com estudos conduzidos pela ASBAI.

Além disso, alguns alimentos possuem um grande potencial em desencadear reações alérgicas. Isso quer dizer que quando eles entram no organismo da criança, interagem direto com o sistema imunológico, causando um aumento na produção de anticorpos, isso faz com que o organismo trate a comida como se fosse um vírus, tentando se livrar dela.

Os alimentos mais envolvidos nas alergias 

Não há uma regra de quais alimentos vão desencadear uma reação. Porém, os mais comuns são o leite de vaca, ovo, soja, trigo, castanhas (em especial o amendoim), peixes e crustáceos. As oleaginosas, frutos do mar, leite e nozes são os responsáveis, normalmente, pelas reações mais graves como o choque anafilático. 

Muito raramente, existem reações adversas a conservantes e corantes que estão presentes nos alimentos industrializados. Não somente raros, eles também são muito difíceis de comprovar, mas, os mais famosos são: o corante artificial trataria, sulfitos e glutamato monossódico. Eles estão presentes nos seguintes alimentos:

  • Tartazina: sucos artificiais, gelatinas e balas coloridas;
  • Glutamato monossódico: alimentos salgados (caldos de carne ou de galinha);
  • Sulfitos: usados como conservantes em alguns alimentos (frutas desidratadas, vinhos, sucos industrializados).

Principais manifestações da alergia alimentar

São muitas as possibilidades de sintomas que podem aparecer e cada criança apresenta uma reação diferente. Os mais comuns são:

  • Congestão, coriza;
  • Chiado, tosse, espirros;
  • Diarreia;
  • Tonturas, vertigens;
  • Prurido na boca ou orelhas;
  • Náuseas, vômitos;
  • Inchaço e prurido na pele (urticária);
  • Erupção cutânea (eczema);
  • Dificuldade para respirar;
  • Dor de estômago;
  • Gosto estranho na boca;
  • Inchaço dos lábios, língua e/ou rosto.

Algumas ainda podem apresentar sangue nas fezes e, nos casos mais graves,  anafilaxia, que é um sintoma muito súbito que demanda ações imediatas. Ela acontece, quando o alimento libera muitas substâncias no organismo, causando arritmias cardíacas e o perigoso choque anafilático.

Tratamento

As alergias alimentares não possuem um tratamento único, porque cada caso é diferente do outro, já que os organismos dificilmente reagem da mesma maneira. Depois que o diagnóstico é feito, os medicamentos que o médico passar serão específicos para o caso daquela criança. E, nesse momento, é essencial que ele passe as informações detalhadas sobre o efeito de cada um dos remédios e como eles são aplicados.

Desnecessário enfatizar que, além do tratamento, a exclusão do alimento suspeito pelas reações deve ser imediata. Dependendo do nível da alergia alimentar, os pequenos devem estar sempre com braceletes ou cartões que identifiquem aquilo  que não podem comer, além dos procedimentos e medicamentos que devem ser tomados caso aconteça uma crise alérgica. 

Crianças alérgicas e a escola

O ambiente escolar deve ser seguro para todas as crianças. Se o seu filho é alérgico a algum tipo de alimento, a escola deve ser avisada imediatamente para que sejam tomadas tomadas todas as precauções possíveis.

Primeiro: na hora da matrícula e a cada rematrícula de uma criança, a escola deve solicitar que a família preencha um formulário ou ficha de saúde, com informações básicas de saúde. Caso a criança seja alérgica a alguma coisa (não somente alimentos) um laudo médico deve ser anexado ao formulário, explicando toda a condição e gravidade da alergia. O laudo precisa ser atualizado a cada seis meses.

Segundo: antes das aulas começarem, família, coordenação e corpo docente devem se reunir para conversar sobre os cuidados que a criança exige. A escola deve adaptar o cardápio as necessidades explicitadas pelos responsáveis. Caso haja dúvidas, a escola não pode oferecer alimentos para os alunos sem autorização. 

Terceiro: entregar à instituição de ensino uma lista com todos os medicamentos que devem ser administrados, mencionando as dosagens, informar qual o convênio (caso exista) e outros dados que sejam relevantes caso seja necessário encaminhar o menor para um hospital. Além disso, sempre manter os contatos principais dos responsáveis atualizados para qualquer problema.

Quarto: por último, a escola precisa avisar aos colegas de classe que a criança tem uma alergia, porém sem rotular ou causar desconfortos. É necessário tratar a alergia como algo importante, mas sem conotações negativas.

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