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Saúde íntima no verão: previna-se!

O verão é uma época em que as mulheres precisam ficar ainda mais atentas com a saúde íntima. O ambiente quente e úmido se torna mais propício para a proliferação de fungos e bactérias, naturalmente presentes na flora vaginal. 

Além disso, de acordo com a ginecologista, obstetra e sexóloga Dra. Erica Mantelli há um desequilíbrio no PH vaginal que, associado à baixa imunidade do corpo, pode aumentar secreções, corrimentos e até mesmo algumas doenças ginecológicas como a candidíase, por exemplo.

Por isso, confira a seguir quais são os principais problemas que surgem na estação e, também, alguns hábitos que devem ser evitados para uma boa saúde íntima.

Principais doenças ginecológicas que podem ocorrer na estação

A rotina do verão costuma envolver hábitos que causam o desequilíbrio da flora vaginal, aumentando os riscos de infecção. Entre as principais doenças ginecológicas que podem surgir nesse período estão a candidíase, infecção urinária, vaginose e tricomoníase. Entenda cada uma abaixo:

Candidíase: essa doença causada pelo fungo “cândida” pode ser transmitida pelo ato sexual e apresenta principalmente coceira e dores vaginais para urinar e durante o sexo, além de corrimento branco com odor cítrico. O tratamento para essa infecção é feito com medicação antifúngica via oral ou creme vaginal, que devem ser receitados pelo ginecologista.

Infecção urinária: já a infecção urinária é muito comum nas mulheres por conta do tamanho da uretra feminina e pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário como bexiga, rins, uretra e ureteres. É caracterizada pela ardência ao urinar, dores pélvica e retal, vontade excessiva de ir ao banheiro, urina escura e com odor forte. Casos mais graves podem contar ainda com sangramento.

Vaginose bacteriana: já essa doença é causada pela bactéria Gardnerella Vaginalis. O principal sintoma é o corrimento amarelo ou branco-acinzentado, com cheiro forte, piorando durante a menstruação e nas relações sexuais. Pode provocar também um pouco de coceira e ardor na região vaginal. Seu tratamento também é realizado com creme vaginal e medicamento via oral prescrito.

Tricomoníase: por fim, essa doença causada pelo parasita Trichomonas vaginalis, também transmitida via ato sexual, pode causar efeitos ainda piores. Se não for tratada, pode levar a infertilidade e câncer do colo do útero. Os sintomas incluem inflamação da vagina acompanhada por corrimento amarelo-esverdeado com odor desagradável, além de dores ao urinar e durante o ato sexual. 

Cuidados com a saúde íntima no verão

Para evitar esses problemas, existem alguns hábitos simples que devem ser mudados. Para que você fique em dia com a saúde íntima no verão, confira as dicas abaixo:

1. Não fique com a roupa molhada

Entrar no mar ou na piscina nessa época de calor é incrível, mas ficar com o biquíni molhado é algo realmente perigoso para sua região íntima, pois facilita a proliferação de bactérias e fungos. Portanto, quando for nadar, leve sempre uma troca de roupa e se mantenha seca ao longo do dia.

2. Utilize sabonete íntimo 

O sabonete comum não é o mais indicado para a higienização íntima por conta do pH dessa região. O ideal é utilizar o sabonete neutro ou o íntimo, porém sem exageros e com indicação do ginecologista.

3. Evite compartilhar objetos íntimos

Apesar dessas doenças serem transmitidas principalmente pelo ato sexual, o contato com a região íntima pode já ser suficiente para a contaminação. Por isso, evite compartilhar alguns itens como sabonetes, toalhas e peças íntimas.

4. Aposte em roupas mais leves

O uso de roupas muito apertadas e calcinhas de tecido sintético também é prejudicial nos dias mais quentes. Essas peças acabam “abafando” a área genital, fazendo com que a umidade e a temperatura aumentem. Por isso, aposte em roupas mais leves como saias e vestidos e também em calcinhas de algodão para que sua região íntima fique mais fresca.

5. Use o absorvente diário corretamente

Outro erro comum que pode afetar sua saúde íntima é o uso inadequado do absorvente diário. Por ser feito de algodão, a região acaba ficando ainda mais úmida, desencadeando secreções e corrimentos. Eles são mais adequados para situações de emergência e durante o ciclo menstrual. Além disso, vale lembrar que o absorvente deve ser trocado a cada 4 horas, mesmo que o fluxo esteja baixo.

6. Seque bem suas peças íntimas

Outro hábito comum, mas muito perigoso, é lavar as peças íntimas durante o banho e deixá-las secar no próprio box. Porém, esses ambientes fechados e úmidos são perfeitos para os fungos e bactérias. Busque sempre lavar suas roupas íntimas com água e sabão e deixe-as secar em local ventilado, de preferência ao sol, para evitar a umidade e, consequentemente, a contaminação.

Caso perceba alguma alteração na sua saúde íntima, como corrimento ou coceira local, procure um ginecologista para identificar os possíveis problemas e iniciar o tratamento precocemente.

Fontes consultadas: Dra. Erica Mantelli, ginecologista, obstetra e especialista em saúde sexual, e Dr. Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra.

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