Dia Internacional da Mulher: conquistas dos direitos da mulher

O Dia Internacional da Mulher se tornou uma data festiva, na qual são distribuídos flores, bombons, cartões e várias mensagens sobre como a força e a delicadeza das mulheres mudam o mundo entre outros dizeres. Porém, é muito importante lembrar  como foi que essa data surgiu, porque mais do que uma comemoração, ela é um marco na história dos direitos humanos. Vamos ver algumas conquistas que as mulheres alcançaram ao longo dos anos? 

Linha do tempo dos direitos das mulheres

Mulheres podem frequentar a escola (1827)

A Lei Geral, estabelecida em 15 de outubro de 1827, levou à padronização das escolas primárias no Brasil. As mulheres podiam aprender a ler e a escrever, porém ao contrário dos meninos que aprendiam geometria e outras matérias consideradas “racionais”, as meninas eram ensinadas a se dedicar ao lar e tarefas domésticas.

Mulheres podem ser aceitas nas faculdades brasileiras (1879)

No dia 19 de abril de 1879, um decreto de lei permitiu que as mulheres pudessem ser matriculadas nas faculdades, assim como já acontecia com os homens há muitas décadas. Porém, muitas ainda sofreram discriminação ao ingressar nas universidades.

Clara Zetkin propõe a criação do Dia Internacional da Mulher (1910)

Membro do Partido Comunista Alemão e ativista dos direitos da mulher, Clara Zetkin coloca em pauta a criação da data para homenagear as mulheres que foram carbonizadas enquanto protestavam por seus direitos em uma fábrica, em Nova Iorque, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas. 

O primeiro Dia Internacional da Mulher, celebrado com diversas manifestações a favor dos direitos, foi em 19 de março de 1911. A ONU reconheceu a data somente em 1975, ano que considerou o Ano Internacional da Mulher para lembrar da luta e das conquistas femininas.

Direito ao voto para as mulheres brasileiras (1932)

No dia 24 de fevereiro de 1932, Getúlio Vargas assinou o decreto que permitia que as mulheres votassem e assumissem cargos executivos e legislativos. Claro que, na época, existiam algumas condições e, para votar, a mulher precisava ser casada (com a autorização do marido), viúva ou solteira com renda própria. 

Essas restrições foram eliminadas do Código Eleitoral em 1936, porém a obrigatoriedade (que sempre foi imposta aos homens) apenas englobou as mulheres dez anos depois. Em 1933 a primeira candidata a deputada federal brasileira, Carlota Pereira de Queirós, foi eleita.

ONU reconhece igualdade entre os gêneros (1945)

Somente em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Carta da ONU, reconheceu que a necessidade de igualdade de direitos entre homens e mulheres é necessária. Essa afirmação foi incluída na carta por insistência das mulheres latino-americanas presentes na conferência, lideradas pela brasileira Bertha Lutz. 

De acordo com o trabalho realizado pelas pesquisadoras da Universidade de Londres, Elise Dietrichson e Fatima Sator, Bertha Lutz reivindicou a inclusão da defesa dos direitos da mulher depois de enfrentar forte oposição de diplomatas norte-americanas e britânicas.

Primeira pílula anticoncepcional chega ao mercado (1960)

Em maio de 1960, a Food and Drug Administration (FDA), a agência do governo americano que é responsável pela regulamentação da venda de alimentos e remédios, aprovou a comercialização do anticoncepcional. No dia 18 de agosto do mesmo ano, as americanas já podiam entrar em qualquer loja e comprar o remédio. Isso trouxe a década de liberação sexual das mulheres.

No Brasil, a pílula anticoncepcional começou a ser comercializada em 1962. Durante o ano de 1970, foram vendidas mais de seis milhões de cartelas do método contraceptivo. A pílula é, até hoje, uma das formas de prevenção da gravidez mais utilizada pelas mulheres. 

A primeira Delegacia da Mulher é criada em São Paulo (1985)

Durante os anos 70 e 80, o movimento feminista brasileiro começou a se movimentar contra a violência doméstica sofrida por muitas mulheres. Como resposta às manifestações, o governo brasileiro criou a primeira Delegacia da Mulher, em São Paulo, no ano de 1985. 

Até hoje essas delegacias são essenciais no atendimento às mulheres que são vítimas de agressão doméstica, estupro e outros crimes. Inclusive, a Lei Maria da Penha tem um artigo que prevê que esse estabelecimento conte com um atendimento especializado e humanizado. Porém, como as coisas não são sempre como deveriam, as mulheres ainda têm muitas ressalvas na hora de fazer uso do serviço, muitas vezes encontram profissionais despreparados que não sabem como lidar com a situação.

Lei Maria da Penha (2006)

A Lei n°11.340/2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, recebeu esse nome em homenagem à cearense Maria da Penha Maia Fernandes, uma biofarmacêutica que sofreu duas tentativas de assassinato do então marido, Marco Antonio Herredia Viveros. 

O principal objetivo dessa lei é a proteger as mulheres da violência doméstica e familiar. Ela serve para todas as pessoas que se identificam com o sexo feminino, heterossexuais e homossexuais. Não contempla apenas os casos de agressão física, como também de agressão psicológica. Ela é considerada uma das legislações mais importantes de defesa das mulheres no mundo. 

Mesmo assim, de acordo com dados do Datafolha de 2019, por volta de 1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil e 22 milhões já passaram por algum tipo de assédio. Sendo que 42% dos casos aconteceu dentro do ambiente doméstico. Depois de sofrer uma violência, 52% não denunciou o agressor ou procurou ajuda. 

Lei do Feminicídio (2015)

Durante o Dia Internacional da Mulher de 2015, a presidente na época, Dilma Rousseff, anunciou a Lei do Feminicídio que alterou o código penal e incluiu a modalidade de homicídio qualificado, que é aquele praticado contra a mulher por razões da condição do gênero. Quando um crime for julgado dentro dessa nova classificação, a pena é aumentada. 

A Droga Leste quer homenagear todas as mulheres com o respeito e a admiração que todas elas merecem lembrando um pouco de tudo que já foi conquistado, mas sabemos que ainda há muito o que se fazer. Estamos com você nessa luta diária. Feliz Dia Internacional das Mulheres!

Se você quer mais dicas de saúde e beleza, não deixe de acompanhar nosso blog aqui na página da Droga Leste. Tem alguma sugestão ou gostaria de dicas sobre um assunto específico? Entre em contato com a gente pelo e-mail marketing@rededrogaleste.com.br. Cuide bem, viva bem!